Por que os celulares dobráveis estão mudando de formato?
O lançamento da 8ª geração dos celulares dobráveis da Samsung inaugurou uma nova fase deste segmento. Cada vez mais fabricantes apostam no formato “livro” ou “concha” para aprimorar a experiência do usuário que tem alta produtividade, mas que preza por portabilidade. Desta vez, a fabricante sul-coreana investiu na segmentação dos modelos e apontou uma forte tendência para o mercado ao lançar o formato “passaporte”.
O Galaxy Z Fold 8 ganhou novas dimensões que o deixaram mais compacto, mantendo a mesma abertura em “livro” das gerações anteriores. O aparelho tem proporção 4:3 para facilitar o manuseio pelo usuário e conta com tela interna de 7,6 polegadas para vídeos, leitura e redes sociais.
O modelo mais top de linha agora é o Galaxy Z Fold 8 Ultra, que concentra as principais melhorias em tecnologia e tem uma tela interna equivalente a dois smartphones de 6,5 polegadas posicionados lado a lado. Já o Galaxy Z Flip 8 mantém o formato “concha”, mas ganhou uma estrutura mais fina e leve em relação ao modelo anterior.
Em entrevista ao Podcast Canaltech, Renato Citrini, gerente sênior de produto de Mobile Experience da Samsung Brasil, explica que a evolução dos dobráveis desde o primeiro Fold da marca lançado em 2019 procura fazer com que o consumidor considere mais esse segmento. Ele afirma que a categoria registrou um crescimento expressivo de 150% em vendas no Brasil entre 2024 e 2026.
“A gente vem quebrando essa barreira do tamanho físico que talvez não atraísse tanto os usuários. As pessoas estão entendendo cada vez mais a versatilidade de usar um celular , seja numa linha flip que é pequeno, mas você abre e tem o tamanho do celular normal. 6,8 ou 6,9 já é o tamanho máximo para que uma mão consiga segurar o celular com conforto. E como é que eu aumento isso? Dobro o celular no meio”, explica sobre a decisão do novo formato.
Duas novas tecnologias da marca, introduzidas nesta geração, permitiram um salto de melhorias e abriram caminhos para influenciar outras linhas de smartphones.
- Flex Titanium: tecnologia que aumenta a resistência e ajuda a reduzir a visibilidade do vinco, a marca da dobra no meio da tela;
- Baterias de silício-carbono: essa tecnologia é estreante nos celulares da marca. Citrini afirma que o grande diferencial está na capacidade de acumular mais carga em um espaço físico menor, o que garante autonomia alta sem a necessidade de aumentar a espessura do celular.
O especialista indica que a escolha de cada modelo hoje vai depender do perfil do usuário. O Z Fold 8 Ultra atende ao público que busca produtividade máxima e trabalha com planilhas, textos e apresentações. Já o modelo “passaporte” do Z Fold 8 é feito especificamente para o consumo de conteúdo, seja vídeo, e-books ou jogos. O Flip é uma opção ainda mais direcionada ao público que busca design e portabilidade. Ele agora permite rodar qualquer aplicativo na tela externa, mudança que deixou rivais como o Razr da Motorola em desvantagem.
Por que a Samsung mudou a fórmula dos dobráveis
Para além das necessidades do usuário, a Samsung viu seus principais concorrentes avançarem e agora se prepara para a possível estreia de uma gigante neste segmento. A Apple deve lançar o seu primeiro iPhone dobrável ainda esse ano, apesar de ainda não ter um anúncio oficial da marca. As expectativas para o chamado “iPhone Fold” são altas já que, segundo rumores, o aparelho deve também ser feito no tamanho “passaporte” e é esperado com construção robusta.
Nos últimos anos, as fabricantes chinesas também pressionaram a empresa sul-coreana a trazer atualizações e novidades para esse tipo de smartphone. A Huawei é um forte exemplo quando, em abril deste ano, estreou no mercado chinês o Huawei Pura X Max, que tem formato com proporção aproximada de 3:2. A solução veio pois telas muito estreitas espremem o teclado e prejudicam o funcionamento de diversos aplicativos. Com o Z Fold 8, a Samsung deve popularizar mais esse tamanho comercialmente.
O aumento do número de dobras também foi uma iniciativa da Huawei com o Mate XT Ultimate Design, o primeiro celular com tela tripla lançado em 2024. Esse tipo de aparelho é dobrado no formato “Z” e permite o uso de três tamanhos diferentes de tela. O modelo influenciou a Samsung a apostar no Galaxy Z TriFold, que ainda segue disponível em mercados específicos, como a Coreia do Sul e os EUA.
O formato fold é o favorito para dominar o mercado. A previsão indica que esse tipo de aparelho representará 65% das vendas mundiais de smartphones dobráveis em 2026, de acordo com um levantamento da Counterpoint Research.
Ouça o episódio completo do Podcast Canaltech e confira também por que o Galaxy Z Fold 8 ressuscitou as telas pequenas.
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Matéria produzida com curadoria editorial assistida por IA, a partir de pauta de canaltech.com.br.